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quarta-feira, 14 de maio de 2014

Parábola - Águia e galinha

TEXTO 03 – MAIO/2014

“Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo cativo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia.Colocou-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas. Embora a águia fosse o rei/rainha de todos os pássaros.
Depois de cinco anos, esse homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
- Esse pássaro aí não é uma galinha. É uma águia.
- De fato – disse o camponês. É águia. Mas eu a criei cimo galinha. Ela não é mais uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão.
- Não – retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.
- Não, não – insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.
Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse:
– Já que de fato você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!
A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor. Viu as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou para junto delas.
O camponês comentou:
– Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!
– Não – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.
No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurrou-lhe:
– Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!
Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas, ciscando o chão, pulou e foi para junto delas.
O camponês sorriu e voltou à carga:
– Eu lhe havia dito, ela virou galinha!
– Não – respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar.
No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas.
O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe:
– Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra as suas asas e voe!
A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte.Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergueu-se soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez para mais alto. Voou… voou… até confundir-se com o azul do firmamento.

Muitas pessoas querem nos fazer pensar como galinhas. E muitos de nós ainda acham que somos efetivamente galinhas. Mas nós somos águias. Jamais nos contentemos com os grãos que nos jogarem aos pés para ciscar.

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Como problemas emocionais se transformam em doenças?

TEXTO 02 – ABRIL/2014

A ideia de que fenômenos emocionais levam a alterações físicas é antiga. Em 1628, o anatomista inglês William Harvey (1578-1657) observou que todo mal-estar sentido na mente era direcionado para o coração. Hoje se sabe que o inconsciente interpreta e responde ao que chega ao cérebro por meio das terminações nervosas do corpo. É o que acontece quando levamos um susto, por exemplo.

Contra uma possível ameaça, o cérebro dispara reações para enfrentá-la ou fugir dela. “O coração acelera os batimentos para redistribuir o sangue para os músculos correrem ou lutarem e para o cérebro processar com rapidez toda essa situação. É por isso também que, para oxigená-los, a respiração fica mais rápida. É o chamado estresse, que envolve o sistema nervoso, hormonal e imunológico”, explica Artur Zular, presidente do Comitê Multidisciplinar de Medicina Psicossomática da Associação Paulista de Medicina.

Sem a fonte estressora, o corpo volta ao normal. Mas em caso de estresse permanente as coisas se complicam: os órgãos podem se esgotar, adoecer e o sistema imunológico tem sua ação inibida, facilitando o aparecimento de asma, alergias, gastrite, infecções e problemas cardíacos.

(Fontes: Artur Zular, Presidente do Comitê Multidisciplinar de Medicina Psicossomática da Associação Paulista de Medicina; Ricardo Monezi, pesquisador do Instituto de Medicina Comportamental da Unifesp; e Sérgio Hércules, vice-presidente da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática.)


(FOTO: INFOGRÁFICO | ERIKA ONODERA/EDITORA GLOBO) 
Texto extraído de: http://revistagalileu.globo.com/

segunda-feira, 31 de março de 2014

Projeto "Conversando com a Escola"

O Serviço de Psicologia Escolar do Colégio Santa Isabel vem, por meio deste, convidá-los a participar do Projeto “Conversando com a Escola” que se apresenta através de textos, a serem enviados aos professores, tendo como objetivo favorecer reflexões acerca de diversos temas que circundam nosso cotidiano escolar. A sua participação neste trabalho dar-se-á através do envio de sugestões, leitura do material enviado, bem como sua utilização no cotidiano, visando o fortalecimento de uma saudável e construtiva parceria entre os diversos profissionais da Escola.
Aproveitem as leituras e compartilhem ideias para fortalecer nossa parceria!

Serviço de Psicologia Escolar





quarta-feira, 26 de março de 2014

O professor e o tigre


TEXTO 01 – MARÇO/2014

Ser Professor é muito mais que preparar e ministrar aulas. Gostaria de mostrar para você como um tigre dentro de um barco pode ajudá-lo a criar novas perspectivas.

Há um filme chamado AS AVENTURAS DE PI, se você ainda não assistiu recomendo que você o faça sem demora, pois vai se surpreender com a mensagem que ele transmite. Trata-se da estória de um jovem que sofre um naufrágio e fica à deriva em alto mar preso em um barco com um Tigre!

O jovem apoiou-se em sua fé e perseverou para sobreviver quando as chances eram ínfimas. No entanto, quem o ajudou a não perder a fé e a esperança foi justamente o Tigre que, a todo instante, lembrava ao jovem que desistir não era uma opção, e que se o objetivo era lutar pela sobrevivência e encontrar resgate, novos aprendizados deveriam ser buscados.

Todos os dias, ao entrar na sala de aula, o Professor é desafiado a sair da sua zona de conforto, e literalmente entra no barco onde há um tigre para “domar”. Não é fácil e não é simples até que você procure compreender o “Tigre” que está a sua frente e comece a fazer as seguintes perguntas:

· Ele está lá para impedir que você realize o seu trabalho, ou para contribuir para que você encontre novos caminhos?
· Para afrontá-la ou para fazer com que você o compreenda? 
· Para tornar as coisas mais fáceis para você ou para desafiá-lo a fazer melhor?

O personagem PI jamais teria crescido em sua coragem ou desenvolvido sua resiliência se não tivesse passado por uma situação de extremo limite, onde teve de enfrentar seus medos, suas dúvidas e até seu desespero.

Em uma situação improvável ele encontrou coisas que não sabia que tinha. A resiliência faz isso: ajuda-nos a endurecer a pele para que ela fique mais resistente às intempéries da vida, o importante é que durante esse processo não endureçamos o nosso coração.

Em muitas situações na nossa vida ainda vamos nos deparar com novos tigres. E enquanto Professor você terá um encontro com o Tigre todos os dias. Haverá dias em que o Tigre tentará deixar o Professor em dúvida, em outros o Tigre abalará sua saúde e, com certa frequência, o Tigre vai dizer de forma sutil ao Professor “seu lugar não é aqui, desista”. 

A indiscutível verdade é que não se trata de escolher enfrentá-lo ou entregar-se. Trata-se de primeiro aprender a conhecê-lo, depois compreendê-lo, para então superá-lo.

Obstáculos sempre existirão, em todas as profissões, umas mais que outras, porém, em todas encontraremos tigres famintos rondando a nossa vida.

O Serviço de Psicologia Escolar do Colégio Santa Isabel faz uma singela homenagem a você, Professor, que enfrenta um Tigre todos os dias, mas que ainda acredita que é possível compreendê-lo, torná-lo seu amigo, respeitando-o nas suas diferenças, ensinando-o e também aprendendo com ele. 

(Texto adaptado pelo Serviço de Psicologia Escolar de um autor desconhecido.)