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quarta-feira, 14 de maio de 2014

Mitos e verdades sobre lição de casa

TEXTO 03 – MAIO/2014

Ensino Fundamental II e Médio 


Sabe qual é a melhor maneira de descobrir se o seu filho está indo bem na escola? Acompanhando a lição de casa dele. Ao participar do dia a dia escolar de seu filho, você consegue perceber se ele está aprendendo o que deveria durante o decorrer do ano. E é nesse momento que surgem as dúvidas: devo explicar passo a passo a tarefa do(a) meu(minha) filho(a)? Posso dar a resposta certa caso ele(ela) não saiba? É preciso ficar ao seu lado o tempo todo na hora de fazer a tarefa ou o deixo fazendo sozinho, afinal essa é sua única responsabilidade? 

É com o intuito de refletirmos um pouco sobre esse aspecto da vida escolar do(a) seu(sua) filho(a) que a presente edição do Projeto Conversando com os Pais apresenta um texto retratando alguns mitos e verdades sobre a lição de casa. No entanto, ressaltamos que o mais importante de tudo o que for apresentado é a demonstração de interesse pelas atividades escolares do(a) filho(a).

Qual é a importância da lição de casa?

A lição de casa é importante para pais, alunos e professores.
Para o aluno, é fundamental porque faz com que ele enfrente desafios pedagógicos fora do contexto escolar, além de ajudá-lo a construir uma autonomia, a estabelecer uma rotina e a melhorar a capacidade de organização.
Para o professor, é uma atividade útil porque lhe permite verificar quais são as dificuldades dos alunos e, consequentemente, adotar estratégias de superação das mesmas.
Para os pais, é uma maneira de acompanhar o que está sendo ensinado na escola do filho.

Toda lição de casa é igual?

Não. Existem três tipos diferentes de tarefas de casa

- Lição que sistematiza conhecimentos: é o tipo de lição mais comum. Nessa modalidade, o aluno faz exercícios, sozinho. Analisando as respostas, o professor verifica quais são os principais problemas individuais e coletivos da turma e pode reforçar os conteúdos em que os alunos apresentam mais dificuldades.

- Lição preparatória: é a lição que introduz um novo tema. Antes de começar a trabalhar um novo tema, o professor pode pedir, por exemplo, que os alunos leiam notícias de jornais relacionadas ao assunto. Assim, antes de introduzir o novo conteúdo, ele sonda o que os estudantes já sabem sobre ele.

- Lição de aprofundamento: é a lição em que o aluno aprofunda os temas já estudados por meio de trabalhos mais longos. Pode ser uma pesquisa sobre determinado assunto ou a apresentação oral de um trabalho.

As três servem a objetivos diferentes, mas são igualmente importantes. Por isso, a lição de casa não deve ser vista apenas como uma obrigação, mas sim como uma parte fundamental dos estudos que, se for deixada de lado, pode comprometer o aprendizado.

O que o professor percebe com a lição de casa?

A principal função da lição de casa é justamente complementar o trabalho do professor em sala de aula. Por meio da lição, o professor pode verificar quais são as principais dificuldades individuais e coletivas dos alunos. Quando um conteúdo não é bem aprendido, os conteúdos seguintes podem ficar prejudicados. Portanto, analisar a lição de casa dos alunos é uma forma de fazer uma "recuperação" diária, trabalhando os pontos em que os estudantes apresentam mais dificuldades. Além disso, no caso da lição preparatória, ele pode fazer um apanhado dos conhecimentos prévios da turma sobre determinado assunto, para decidir qual é a melhor forma de introduzir um novo tema.

O que os pais podem ver por meio da lição de casa?

Além de ajudar o trabalho do professor, a lição de casa é uma maneira de os pais saberem o que vem sendo ensinado na escola. Acompanhando as tarefas, é possível saber o que o filho está aprendendo, em que disciplinas ele tem mais dificuldades e se precisa ou não de aulas de reforço. Mas atenção: acompanhar não significa fazer a lição. Ajudar o filho eventualmente é saudável, mas é errado resolver as questões por ele. E é importante não se intimidar diante de conteúdos desconhecidos. Nesses casos, o melhor é ser sincero, explicar ao filho que não sabe ou não lembra da matéria e fazer uma pesquisa conjunta. A hora de fazer a lição de casa também pode ser um momento de compartilhar dúvidas.
  • O adolescente não deve fazer a lição com a TV ou o computador ligado. 
VERDADE: Para não desviar a atenção dos estudantes, os pais devem desligar a televisão, o computador e evitar espaços em que outras crianças estejam brincando. "Os equipamentos somente devem ser usados quando solicitados para a realização de alguma atividade específica, como pesquisas. O ideal é que o estudante tenha um lugar próprio para fazer a lição... Se tiver uma mesa adequada, espaçosa, em um local ventilado, com um lugar para guardar todo o seu material escolar, é ainda melhor. O estudante deve ter um espaço definido para realizar as tarefas.
  • Se o aluno não sabe resolver um exercício, o pai deve explicar o conteúdo.
MITO: O pai que ensina o conteúdo da maneira que aprendeu na escola pode acabar confundindo ainda mais a criança. "O certo não é explicar do jeito dele, mas tentar ajudar o filho a buscar, dentro dos seus próprios conhecimentos, a resolução do problema". 
  • O responsável deve estar ao lado do adolescente do início ao fim da lição 
MITO: os pais devem realizar o trabalho de orientação geral das atividades, colocando-se a disposição caso ele/ela necessite de ajuda. Ficar o tempo todo sentado ao lado torna a criança muito dependente e ansiosa. 
  • O ideal é que o aluno demore cerca de uma hora para resolver a lição.
VERDADE: Os pais precisam ficar atentos à duração da tarefa: crianças de 7 a 8 anos devem demorar entre uma hora e uma hora e trinta minutos para terminar sua tarefa; os alunos do 6º ao 8º ano demoram em média 1hora e meia e os alunos do ensino médio demoram umas duas horas. Se o estudante dedica mais ou muito menos tempo para os exercícios, os pais devem observar a rotina do filho (se ele levanta muitas vezes, se o ambiente é adequado, se um adulto está por perto) e procurar a escola para conversar sobre o rendimento do aluno e as exigências pedagógicas. Lembrando: este tempo médio é para a realização das tarefas de casa, o próximo momento deve ser destinado ao estudo. 
  • Mesa de jantar não é lugar para criança fazer a lição de casa.
MITO: Se a mesa de jantar é confortável para a criança, no momento da atividade não está sendo utilizada com outra finalidade e todos os materiais de que ela precisa para fazer os exercícios estão por perto, não há problema nenhum em usá-la. O local ideal é iluminado, ventilado, silencioso, com uma mesa adequada para a realização do estudo, sem aparelhos eletrônicos ligados e sem objetos que possam distrair a criança.
  • A lição não deve ser entregue com erros para o professor.
MITO: o objetivo da tarefa é fazer analisar o que o aluno aprendeu em sala de aula. "É melhor levar para escola um exercício que mostre que ele tentou do que uma tarefa feita pelo pai ou em branco. A tentativa tem tanto valor quanto a resposta certa”. Mas vale uma observação: não é interessante que crianças com professora particular (reforço) venham para a escola com atividades de casa com erros, visto que este momento foi acompanhado por um profissional que tem a função de auxiliá-lo nesse processo.
  • Os pais nunca devem fazer a lição no lugar do adolescente.
VERDADE: os pais devem tentar auxiliar o adolescente, mas nunca resolver o exercício em seu lugar. "Muitas vezes os pais acham que a lição deve voltar para a escola totalmente correta, e acabam resolvendo pelo filho ou extrapolando nas explicações. Cuidado, pois isso pode resultar em mais dúvidas ou mascarar uma dificuldade significativa".
  • Não existe o melhor horário para o adolescente fazer a lição de casa.
VERDADE: não existe uma regra, já que o horário ideal depende de cada família. Esse momento da tarefa de casa deve fazer parte da rotina para a família, acontecendo, de preferência, sempre no mesmo horário todos os dias. O cuidado é para que não seja muito tarde porque a criança está cansada e não rende.
  • Durante a realização das tarefas de casa posso perceber se as dificuldades do meu filho estão além das esperadas para sua idade.
VERDADE: algumas dificuldades escolares podem ser percebidas em casa no momento da realização das tarefas, tais como: a criança tem dificuldades de se manter sentada durante o período estabelecido; demora muito tempo na realização das tarefas; qualquer situação é motivo de dispersão; dificuldades significativas na interpretação dos enunciados das questões; desmotivação/apatia/aversão nesse momento. Diante dessas ou de outras dificuldades, é necessário procurar a escola para uma conversa sobre a situação, a fim de analisar se essas questões aparecem nos dois ambientes e pensar nas estratégias de atuação.
  • Para incentivar a responsabilidade, pais não devem perguntar aos filhos sobre a lição.
MITO: "A família precisa valorizar a lição de casa, mostrar interesse, deixar a criança falar sobre como foi o dia dela na escola. Nunca usar termos para desmerecer, dizer que a lição é uma coisa chata, um sacrifício, que a família não pode sair porque a criança tem tarefa para fazer”. Lembrar: desenvolver autonomia não significa de largar a vida escolar do filho.
  • Escola boa é a que manda muita lição de casa.
MITO: A quantidade de lição que uma escola passa não demonstra se a criança aprendeu ou não, devendo-se estar atento para a qualidade das atividades e metodologia que favoreçam o processo de construção do conhecimento da criança. É interessante, os pais estarem em contato com professores e coordenadores para conhecer a projeto pedagógico da escola.

Confira algumas orientações do que fazer antes, durante e depois da hora da tarefa de casa:

ANTES

1. ENTENDA SEU FILHO 
Uma grande ajuda na hora da lição de casa é saber o que motiva e o que desanima seu filho. Por exemplo, será que ele gosta que você fique por perto ou prefere privacidade? Será que ele precisa que você o ajude a organizar por qual matéria começar ou ele quer decidir isso sozinho? 

2. DEFINA AS REGRAS EM COMUM ACORDO 
Converse com seu filho e estabeleçam - juntos - como será a rotina para a lição. Onde será feita, em qual horário, etc. Deixe que ele explique suas preferências e seja flexível. Por exemplo: ele não quer perder o programa de TV favorito. Ajustem o horário de modo que ele tenha este direito garantido. Direito que ele perde se não terminar a tarefa a tempo (caso o combinado seja fazer antes) ou se não desligar a TV logo depois (para ir logo se dedicar à lição). 

Lembre-se: o ideal é não alterar a rotina, mas, se for o caso, explique o motivo da mudança. 

3. ORGANIZE O LUGAR 
Escolham - juntos - o local onde a lição será feita. Mas garanta que ele esteja arrumado e limpo na hora combinada. Se for a mesa da cozinha, por exemplo, nada de alimentos ou pratos na hora da lição, hein? 

Lembre-se: o bem-estar é superimportante. Verifique a temperatura do ambiente, a iluminação, a ventilação. Quanto mais confortável ele estiver, melhor! 

4. ACABE COM A DISTRAÇÃO 
Desligue a televisão e o rádio e tente eliminar - ou diminuir - outros sons que atrapalhem a concentração. Ajude seu filho a se concentrar na tarefa! 

5. FIQUE DE OLHO NA DISPOSIÇÃO DELE 
Na hora da lição, seu filho precisa estar bem disposto. Ou seja: não pode estar cansado, com fome, irritado, distraído... O melhor neste caso é resolver o problema primeiro. E isso vale para você também! Resolva essas questões antes de começar! 

6. CONFIRA SE TODO O MATERIAL NECESSÁRIO ESTÁ DISPONÍVEL 
Parar a lição para procurar onde está o lápis de cor, a régua ou o dicionário só ajuda a tirar o foco da tarefa. Organize tudo antes de começar para não haver dispersão!

DURANTE

7. RESPEITE O MOMENTO 
Todos em casa devem saber que a lição está sendo feita e contribuir, evitando interrupções, barulhos desnecessários ou ações que tirem a concentração e o foco de quem está estudando. 

8. VEJA SE SEU FILHO SABE O QUE É PARA SER FEITO 
Pergunte se ele tem dúvidas sobre o que o professor pediu para fazer e coloque-se à disposição para ajudá-lo. 

9. AUXILIE EM CASO DE DÚVIDAS 
Se seu filho tiver uma dúvida, ajude-o. Mas não responda por ele. Sugira que ele procure exemplos parecidos no livro ou no caderno, ou então, ajude-o a pensar sobre o assunto até que ele chegue à sua própria conclusão. 

10. OCUPE-SE COM COISAS PARECIDAS 
Enquanto ele faz contas, que tal dar uma olhada no orçamento? Se ele vai produzir um texto, aproveite para fazer alguma anotação. O ideal é não parecer que se está fazendo algo mais interessante do que ele - como jogar no computador, por exemplo, ou ver TV. 

11. INCENTIVE-O A REVER A LIÇÃO 
Olhar a lição de novo depois de terminada é uma boa prática. Se ele pedir para você rever com ele, valorize o esforço e não aponte diretamente os erros. Caso encontre coisas incorretas e perceba que ele tem condição de localizar o erro, estimule-o comentando. "Que tal rever este trecho ou esta conta, veja se está tudo certo ou se encontra algo errado?". Elogie-a se ele encontrar o problema e jamais brigue se isso não ocorrer.

DEPOIS

12. VEJA SE A LIÇÃO FOI CORRIGIDA 
Será que a lição de casa foi corrigida? A falta de correção da lição pode desestimular seu filho. Afinal, ele pode entender que de nada valeu tanto esforço. Caso isso se repita sempre, é interessante conversar na escola - com o professor ou com o coordenador. 

13. ELOGIE OS ACERTOS E NÃO APONTE OS ERROS 
Seu filho acertou todos os exercícios da lição passada? Ele merece que você lhe dê parabéns! Mas se errou muitos, nada de briga. Pergunte se, com a correção do professor ele entendeu porque errou. Se a resposta for negativa, estimule-o a tirar dúvidas diretamente com o professor. E acompanhe. 

14. INFORME O PROFESSOR EM CASO DE DIFICULDADE 
Seu filho deveria ter condição total de fazer a lição de casa sem achá-la muito difícil ou complicada. Afinal, se a lição foi passada, é porque o professor já explicou aquele conteúdo. Às vezes pode ser apenas uma dificuldade pontual e neste caso, estimule seu filho a tirar dúvidas com o professor. Caso isto se torne frequente, o melhor é ir até a escola para identificar onde está o problema.


(Texto extraído do site da Editora Abril e adaptado pelo Setor de Psicologia Escolar)

4 coisas que todo filho gostaria que os pais soubessem

TEXTO 03 – MAIO/2014

Educação Infantil e Ensino Fundamental I

Em diversos momentos do dia a dia, o seu filho não vai verbalizar sutilezas que, além de ajudarem em seu desenvolvimento dele, também são prova do seu amor por ele. Confira algumas delas:
  • PRESTE ATENÇÃO EM MIM, E NÃO APENAS NO QUE ESTOU FAZENDO DE ERRADO 
Claro que você quer educá-lo da melhor forma possível, e o tempo todo está fazendo isso, mas divida o tempo que fica com ele para apenas... CURTI-LO! Não importa a quantidade de horas que você está ao lado dele (mesmo!), mas, sim, o que acontece durante esse período. Seja espontâneo. Se você não é do tipo que rola no chão, há diversas outras formas de você mostrar que se preocupa com ele, como um bom bate-papo, um jogo de videogame, um livro lido a dois. O que faz diferença é você estar inteiro naquela hora.
  • NÃO ME PEÇA PARA FICAR QUIETO QUANDO ESTOU COM RAIVA, PERMITA QUE EU FALE O QUE ESTOU SENTINDO 
É difícil mesmo ver como seu filho tão pequeno pode estar tão abalado com alguma situação de que não gostou. Mas explodir e não deixar a criança expressar o que está sentindo faz com que ela se sinta desamparada por perceber a ira dos pais. Assim, ele se vê obrigado a guardar aquele sentimento para não ver os pais bravos. Isso pode trazer problemas de comportamento no futuro ou, ainda, regressões em seu desenvolvimento, como voltar a sujar as calças quando já largou as fraldas. Ajude a criança a lidar com a raiva, por meio do diálogo e do seu amor.
  • EU JÁ SEI QUE ERREI E ESTOU ARREPENDIDO. NÃO PRECISA FICAR TÃO BRAVO COMIGO 
A ocasião mais complicada para dar uma punição em uma criança por mau comportamento é quando ela já está realmente arrependida do que fez. Se ela ficou triste com sua atitude errada, isso significa que sua consciência está viva e sadia. Além do que ela aprendeu errando. Ter essa consciência é o melhor impedimento para a repetição do erro. Ao perdoá-la, você está ensinando-a a lidar com a culpa e aprendendo o sentimento de perdão. Nesses momentos, a criança entende que você se preocupa com ela e o ama muito, independente do que possa acontecer. Isso é amor incondicional.
  • EU SEI QUE VOCÊ QUER ME PROTEGER, MAS EU POSSO TOMAR ALGUMAS DECISÕES E AJUDAR EM DIVERSAS COISAS NO DIA A DIA. BASTA VOCÊ ME ENSINAR! 
Aos poucos, você pode ajudar o seu filho a fazer as suas próprias escolhas em coisas simples, como escolher o tênis que quer usar, a escova de dentes do Batman ou do Buzz Lightyear. Toda vez que você deixa seu filho tomar uma decisão, ele sente que tem mais controle sobre sua vida, e é positivo. Ele vai passar a cooperar ainda mais para conseguir o controle que está constantemente procurando. Além disso, há muitas tarefas que a criança pode assumir, não só para ajudá-lo em casa, mas porque ele se sente importante em poder contribuir. Ele simplesmente precisa de você para lhe ensinar como fazê-las, seja na hora de arrumar a mesa, guardar os brinquedos, alimentar os animais de estimação, organizar a mochila, etc.

(Texto retirado do site Crescer e site Crescer pelo Serviço de Psicologia Escolar)


quarta-feira, 30 de abril de 2014

Mitos e verdades sobre lição de casa

TEXTO 02 – ABRIL/2014

Ensino Fundamental I 


Sabe qual é a melhor maneira de descobrir se o seu filho está indo bem na escola? Acompanhando a lição de casa dele. Ao participar do dia a dia escolar de seu filho, você consegue perceber se ele está aprendendo o que deveria durante o decorrer do ano. E é nesse momento que surgem as dúvidas: devo explicar passo a passo a tarefa do meu (minha) filho (a)? Posso dar a resposta certa caso ele (ela) não saiba? É preciso ficar ao seu lado o tempo todo na hora de fazer a tarefa ou o deixo fazendo sozinho, afinal essa é sua única responsabilidade? 

É com o intuito de refletirmos um pouco sobre este aspecto da vida escolar do (da) seu (sua) filho (a) que a presente edição do Projeto Conversando com os Pais apresenta um texto retratando alguns mitos e verdades sobre a lição de casa. No entanto, ressaltamos que, o mais importante de tudo o que for apresentado, é a demonstração de interesse pelas atividades escolares do (a) filho (a). 
  • Criança não deve fazer a lição com a TV ou o computador ligado. 
VERDADE: Para não desviar a atenção dos estudantes, os pais devem desligar a televisão, o computador e evitar espaços em que outras crianças estejam brincando. "Os equipamentos somente devem ser usados quando solicitados para a realização de alguma atividade específica, como pesquisas. 
  • Se o aluno não sabe resolver um exercício, o pai deve explicar o conteúdo. 
MITO: O pai que ensina o conteúdo da maneira que aprendeu na escola pode acabar confundindo ainda mais a criança. "O certo não é explicar do jeito dele, mas tentar ajudar o filho a buscar, dentro dos seus próprios conhecimentos, a resolução do problema". 
  • O responsável deve estar ao lado da criança do início ao fim da lição 
MITO: os pais devem realizar o trabalho de orientação geral das atividades, colocando-se a disposição caso ele/ela necessite de ajuda. Ficar o tempo todo sentado ao lado torna a criança muito dependente e ansiosa. 
  • O ideal é que o aluno demore cerca de uma hora para resolver a lição. 
VERDADE: Os pais precisam ficar atentos à duração da tarefa: crianças de 7 a 8 anos devem demorar entre uma hora e uma hora e trinta minutos para terminar sua tarefa. Se o estudante dedica mais ou muito menos tempo para os exercícios, os pais devem observar a rotina do filho (se ele levanta muitas vezes, se o ambiente é adequado, se um adulto está por perto) e procurar a escola para conversar sobre o rendimento do aluno e as exigências pedagógicas. 
  • Mesa de jantar não é lugar para criança fazer a lição de casa. 
MITO: Se a mesa de jantar é confortável para a criança, no momento da atividade não está sendo utilizada com outra finalidade e todos os materiais de que ela precisa para fazer os exercícios estão por perto, não há problema nenhum em usá-la. O local ideal é iluminado, ventilado, silencioso, com uma mesa adequada para a realização do estudo, sem aparelhos eletrônicos ligados e sem objetos que possam distrair a criança. 
  • A lição não deve ser entregue com erros para o professor. 
MITO: o objetivo da tarefa é fazer analisar o que o aluno aprendeu em sala de aula. "É melhor levar para escola um exercício que mostre que ele tentou do que uma tarefa feita pelo pai ou em branco. A tentativa tem tanto valor quanto a resposta certa”. Mas vale uma observação: não é interessante que crianças com professora particular (reforço) venham para a escola com atividades de casa com erros, visto que este momento foi acompanhado por um profissional que tem a função de auxiliá-lo nesse processo. 
  • Os pais nunca devem fazer a lição no lugar da criança. 
VERDADE: os pais devem tentar auxiliar a criança, mas nunca resolver o exercício em seu lugar. "Muitas vezes os pais acham que a lição deve voltar para a escola totalmente correta, e acabam resolvendo pelo filho ou extrapolando nas explicações. Cuidado, pois isso pode resultar em mais dúvidas ou mascarar uma dificuldade significativa". 
  • Não existe o melhor horário para a criança fazer a lição de casa. 
VERDADE: não existe uma regra, já que o horário ideal depende de cada família. Esse momento da tarefa de casa deve fazer parte da rotina para a família, acontecendo, de preferência, sempre no mesmo horário todos os dias. O cuidado é para que não seja muito tarde porque a criança está cansada e não rende. 
  • Durante a realização das tarefas de casa posso perceber se as dificuldades do meu filho estão além das esperadas para sua idade. 
VERDADE: algumas dificuldades escolares podem ser percebidas em casa no momento da realização das tarefas, tais como: a criança tem dificuldades de se manter sentada durante o período estabelecido; demora muito tempo na realização das tarefas; qualquer situação a motivo de dispersão; dificuldades significativas na interpretação dos enunciados das questões; desmotivação/apatia/aversão nesse momento. Diante dessas ou de outras dificuldades, é necessário procurar a escola para uma conversa sobre a situação, a fim de analisar se essas questões aparecem nos dois ambientes e pensar nas estratégias de atuação. 
  • Para incentivar a responsabilidade, pais não devem perguntar aos filhos sobre a lição. 
MITO: "A família precisa valorizar a lição de casa, mostrar interesse, deixar a criança falar sobre como foi o dia dela na escola. Nunca usar termos para desmerecer, dizer que a lição é uma coisa chata, um sacrifício, que a família não pode sair porque a criança tem tarefa para fazer”. Lembrar: desenvolver autonomia não significa delegar a vida escolar do filho. 
  • Escola boa é a que manda muita lição de casa. 
MITO: A quantidade de lição que uma escola passa não demonstra se a criança aprendeu ou não, devendo-se estar atento para a qualidade das atividades e metodologia que favoreçam o processo de construção do conhecimento da criança. É interessante, os pais estarem em contato com professores e coordenadores para conhecer a projeto pedagógico da escola. 


Confira algumas orientações do que fazer antes, durante e depois da hora da tarefa de casa: 

ANTES

1. Entenda seu filho 
Uma grande ajuda na hora da lição de casa é saber o que motiva e o que desanima seu filho. Por exemplo, será que ele gosta que você fique por perto ou prefere privacidade? Será que você precisa que você ajude-o a organizar por qual matéria começar ou ele quer decidir isso sozinho? 

2. Defina as regras em comum acordo 
Converse com seu filho e estabeleçam - juntos - como será a rotina para a lição. Onde será feita, em qual horário, etc. Deixe que ele explique suas preferências e seja flexível. Por exemplo: ele não quer perder o programa de TV favorito. Ajustem o horário de modo que ele tenha este direito garantido. Direito que ele perde se não terminar a tarefa a tempo (caso o combinado seja fazer antes) ou se não desligar a TV logo depois (para ir logo se dedicar à lição). 

Lembre-se: o ideal é não alterar a rotina, mas, se for o caso, explique o motivo da mudança. 

3. Organize o lugar 
Escolham - juntos - o local onde a lição será feita. Mas garanta que ele esteja arrumado e limpo na hora combinada. Se for a mesa da cozinha, por exemplo, nada de alimentos ou pratos na hora da lição, hein? 

Lembre-se: o bem-estar é superimportante. Verifique a temperatura do ambiente, a iluminação, a ventilação. Quanto mais confortável ele estiver, melhor! 

4. Acabe com a distração 
Desligue a televisão e o rádio e tente eliminar - ou diminuir -outros sons que atrapalhem a concentração. Ajude seu filho a se concentrar na tarefa! 

5. Fique de olho na disposição dele 
Na hora da lição, seu filho precisa estar bem disposto. Ou seja: não pode estar cansado, com fome, irritado, distraído... O melhor neste caso é resolver o problema primeiro. E isso vale para você também! Resolva essas questões antes de começar! 

6. Confira se todo o material necessário está disponível 
Parar a lição para procurar onde está o lápis de cor, a régua ou o dicionário só ajuda a tirar o foco da tarefa. Organize tudo antes de começar para não haver dispersão! 

DURANTE

7. Respeite o momento 
Todos em casa devem saber que a lição está sendo feita e contribuir, evitando interrupções, barulhos desnecessários ou ações que tirem a concentração e o foco de quem está estudando. 

8. Veja se seu filho sabe o que é para ser feito 
Pergunte se ele tem dúvidas sobre o que o professor pediu para fazer e coloque-se à disposição para ajudá-lo. 

9. Auxilie em caso de dúvidas 
Se seu filho tiver uma dúvida, ajude-o. Mas não responda por ele. Sugira que ele procure exemplos parecidos no livro ou no caderno, ou então, ajude-o a pensar sobre o assunto até que ele chegue à sua própria conclusão. 

10. Ocupe-se com coisas parecidas 
Enquanto ele faz contas, que tal dar uma olhada no orçamento? Se ele vai produzir um texto, aproveite para fazer alguma anotação. O ideal é não parecer que se está fazendo algo mais interessante do que ele - como jogar no computador, por exemplo, ou ver TV. 

11. Incentive-o a rever a lição 
Olhar a lição de novo depois de terminada é uma boa prática. Se ele pedir para você rever com ele, valorize o esforço e não aponte diretamente os erros. Caso encontre coisas incorretas e perceba que ele tem condição de localizar o erro, estimule-o comentando. "Que tal rever este trecho ou esta conta, veja se está tudo certo ou se encontra algo errado?". Elogie-a se ele encontrar o problema e jamais brigue se isso não ocorrer. 

DEPOIS

12. Veja se a lição foi corrigida 
Será que a lição de casa foi corrigida? A falta de correção da lição pode desestimular seu filho. Afinal, ele pode entender que de nada valeu tanto esforço. Caso isso se repita sempre, é interessante conversar na escola - com o professor ou com o coordenador. 

13. Elogie os acertos e não aponte os erros 
Seu filho acertou todos os exercícios da lição passada? Ele merece que você lhe dê parabéns! Mas se errou muitos, nada de briga. Pergunte se, com a correção do professor ele entendeu porque errou. Se a resposta for negativa, estimule-o a tirar dúvidas diretamente com o professor. E acompanhe. 

14. Informe o professor em caso de dificuldade 
Seu filho deveria ter condição total de fazer a lição de casa sem achá-la muito difícil ou complicada. Afinal, se a lição foi passada, é porque o professor já explicou aquele conteúdo. Às vezes pode ser apenas uma dificuldade pontual e neste caso, estimule seu filho a tirar dúvidas com o professor. Caso isto se torne frequente, o melhor é ir até a escola para identificar onde está o problema. 

(Texto extraído do site da Editora Abril e adaptado pelo Setor de Psicologia Escolar)

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Como problemas emocionais se transformam em doenças?

TEXTO 02 – ABRIL/2014

A ideia de que fenômenos emocionais levam a alterações físicas é antiga. Em 1628, o anatomista inglês William Harvey (1578-1657) observou que todo mal-estar sentido na mente era direcionado para o coração. Hoje se sabe que o inconsciente interpreta e responde ao que chega ao cérebro por meio das terminações nervosas do corpo. É o que acontece quando levamos um susto, por exemplo.

Contra uma possível ameaça, o cérebro dispara reações para enfrentá-la ou fugir dela. “O coração acelera os batimentos para redistribuir o sangue para os músculos correrem ou lutarem e para o cérebro processar com rapidez toda essa situação. É por isso também que, para oxigená-los, a respiração fica mais rápida. É o chamado estresse, que envolve o sistema nervoso, hormonal e imunológico”, explica Artur Zular, presidente do Comitê Multidisciplinar de Medicina Psicossomática da Associação Paulista de Medicina.

Sem a fonte estressora, o corpo volta ao normal. Mas em caso de estresse permanente as coisas se complicam: os órgãos podem se esgotar, adoecer e o sistema imunológico tem sua ação inibida, facilitando o aparecimento de asma, alergias, gastrite, infecções e problemas cardíacos.

(Fontes: Artur Zular, Presidente do Comitê Multidisciplinar de Medicina Psicossomática da Associação Paulista de Medicina; Ricardo Monezi, pesquisador do Instituto de Medicina Comportamental da Unifesp; e Sérgio Hércules, vice-presidente da Associação Brasileira de Medicina Psicossomática.)


(FOTO: INFOGRÁFICO | ERIKA ONODERA/EDITORA GLOBO) 
Texto extraído de: http://revistagalileu.globo.com/

segunda-feira, 31 de março de 2014

Projeto "Conversando com a Escola"

O Serviço de Psicologia Escolar do Colégio Santa Isabel vem, por meio deste, convidá-los a participar do Projeto “Conversando com a Escola” que se apresenta através de textos, a serem enviados aos professores, tendo como objetivo favorecer reflexões acerca de diversos temas que circundam nosso cotidiano escolar. A sua participação neste trabalho dar-se-á através do envio de sugestões, leitura do material enviado, bem como sua utilização no cotidiano, visando o fortalecimento de uma saudável e construtiva parceria entre os diversos profissionais da Escola.
Aproveitem as leituras e compartilhem ideias para fortalecer nossa parceria!

Serviço de Psicologia Escolar





quarta-feira, 26 de março de 2014

Projeto “Conversando com os Pais”

Sabe-se que a Família e a Escola devem caminhar em sintonia de valores, pensamentos e objetivos, gerando resultados positivos e satisfatórios no processo educativo das crianças e dos adolescentes. Essa parceria tem início com o ingresso do aluno na escola e só é interrompida com a sua saída. Quanto melhor for essa relação, mais significativas serão as consequências na formação de seres humanos felizes, saudáveis, conscientes e maduros intelectual, emocional e socialmente.

E por acreditar que somente com essa integração família e escola seus alunos terão possibilidade de desenvolver suas potencialidades cognitivas de convivência e de equilíbrio com o mundo, a família e sociedade na qual estão inseridos, é que o Serviço de Psicologia Escolar do Colégio Santa Isabel convida-os a participar do Projeto “Conversando com os Pais” que se apresenta através de textos a serem enviados à família mensalmente, tendo como objetivo favorecer reflexões acerca de diversos temas que circundam nossas vidas. A sua participação nesse trabalho dar-se-á através da leitura em família do material enviado, bem como da sua utilização no cotidiano, visando ao estabelecimento de uma saudável e construtiva parceria entre a família e a escola.

Aproveitem as leituras e compartilhem ideias para fortalecerem nossa parceria!

Filhos são do mundo

TEXTO 01 – MARÇO/2014

Outro ano letivo se inicia e mais uma vez encaminhamos nossos filhos para a Vida. Sim! Porque quando os mandamos para a escola, os mandamos para a vida. E para que estejam preparados para entender as exigências que lhes serão impostas, precisamos deixá-los ir, um pouco de cada vez, aceitando que, apesar de amá-los tanto, eles não são nossos. Dessa forma, seja na infância ou adolescência, estaremos contribuindo diretamente para o desenvolvimento de sujeitos autônomos. Como poeticamente citou o escritor português José Saramago: “Devemos criar os filhos para o mundo. Torná-los autônomos.”

A partir de certa idade, só valem conselhos. Especialistas ensinam que só essa postura torna adulto aquele bebê que um dia a mãe levou na barriga. E a maioria dos pais acredita fazer isso, o que não nos impede de sofrer quando nossos filhos fazem escolhas diferentes daquelas que gostaríamos, ou quando eles próprios sofrem pelas escolhas que recomendamos. Então, filho é um ser que nos emprestaram para um curso intensivo de como amar alguém além de nós mesmos, de como mudar nossos piores defeitos para darmos os melhores exemplos e de aprendermos a ter coragem. 

Isso mesmo! Ser pai ou mãe é o maior ato de coragem que alguém pode ter, porque é se expor a todo tipo de dor, principalmente da incerteza de estar agindo corretamente e do medo de perder algo tão amado.

Perder? Como? Não é nosso? Recordam-se? Foi apenas um empréstimo! Então, de quem são nossos filhos? Eu acredito que são de Deus, mas com respeito aos ateus, digamos são deles próprios, donos de suas vidas, porém, um tempo precisaram ser dependentes dos pais para crescerem, biológica, sociológica, psicológica e emocionalmente.

E o meu sentimento, a minha dedicação, o meu investimento? Não deveriam retornar em sorrisos, orgulhos, netos e amparo na velhice? Pensar assim é entender os filhos como nossos, e eles, não se esqueçam, são do mundo! Retorno para casa após a jornada de trabalho, olho meus pequenos pimpolhos e penso como seria bom se não fossem apenas um empréstimo! Eles são do mundo. O problema é que meu coração já é deles. É a mais concreta realidade. Só resta a nós, mães e pais, rezar e aproveitar todos os momentos possíveis ao lado das nossas “crias”, que, mesmo sendo “emprestadas”, são a maior parte de nós!”

Com isso, podemos refletir que a maior contribuição que podemos dar aos nossos filhos é educá-los para serem autônomos, tornando-os capazes de tomarem decisões quando for necessário e, considerando sempre, que todas as nossas escolhas influenciam em nossas vidas e no meio social em que vivemos. Compreendendo, que na medida em que “permitimos que vivam longe de nós”, amparados pelo resultado de todos os nossos investimentos físicos e emocionais, estamos lhes dando a oportunidade de construírem uma personalidade saudável e consciente. 

Desejamos um feliz 2014 a todos que acreditam que podem contribuir com a educação daqueles que são a melhor parte de vocês!

(Texto de Rosely Sayão adaptado pelo setor de Psicologia Escolar)

O professor e o tigre


TEXTO 01 – MARÇO/2014

Ser Professor é muito mais que preparar e ministrar aulas. Gostaria de mostrar para você como um tigre dentro de um barco pode ajudá-lo a criar novas perspectivas.

Há um filme chamado AS AVENTURAS DE PI, se você ainda não assistiu recomendo que você o faça sem demora, pois vai se surpreender com a mensagem que ele transmite. Trata-se da estória de um jovem que sofre um naufrágio e fica à deriva em alto mar preso em um barco com um Tigre!

O jovem apoiou-se em sua fé e perseverou para sobreviver quando as chances eram ínfimas. No entanto, quem o ajudou a não perder a fé e a esperança foi justamente o Tigre que, a todo instante, lembrava ao jovem que desistir não era uma opção, e que se o objetivo era lutar pela sobrevivência e encontrar resgate, novos aprendizados deveriam ser buscados.

Todos os dias, ao entrar na sala de aula, o Professor é desafiado a sair da sua zona de conforto, e literalmente entra no barco onde há um tigre para “domar”. Não é fácil e não é simples até que você procure compreender o “Tigre” que está a sua frente e comece a fazer as seguintes perguntas:

· Ele está lá para impedir que você realize o seu trabalho, ou para contribuir para que você encontre novos caminhos?
· Para afrontá-la ou para fazer com que você o compreenda? 
· Para tornar as coisas mais fáceis para você ou para desafiá-lo a fazer melhor?

O personagem PI jamais teria crescido em sua coragem ou desenvolvido sua resiliência se não tivesse passado por uma situação de extremo limite, onde teve de enfrentar seus medos, suas dúvidas e até seu desespero.

Em uma situação improvável ele encontrou coisas que não sabia que tinha. A resiliência faz isso: ajuda-nos a endurecer a pele para que ela fique mais resistente às intempéries da vida, o importante é que durante esse processo não endureçamos o nosso coração.

Em muitas situações na nossa vida ainda vamos nos deparar com novos tigres. E enquanto Professor você terá um encontro com o Tigre todos os dias. Haverá dias em que o Tigre tentará deixar o Professor em dúvida, em outros o Tigre abalará sua saúde e, com certa frequência, o Tigre vai dizer de forma sutil ao Professor “seu lugar não é aqui, desista”. 

A indiscutível verdade é que não se trata de escolher enfrentá-lo ou entregar-se. Trata-se de primeiro aprender a conhecê-lo, depois compreendê-lo, para então superá-lo.

Obstáculos sempre existirão, em todas as profissões, umas mais que outras, porém, em todas encontraremos tigres famintos rondando a nossa vida.

O Serviço de Psicologia Escolar do Colégio Santa Isabel faz uma singela homenagem a você, Professor, que enfrenta um Tigre todos os dias, mas que ainda acredita que é possível compreendê-lo, torná-lo seu amigo, respeitando-o nas suas diferenças, ensinando-o e também aprendendo com ele. 

(Texto adaptado pelo Serviço de Psicologia Escolar de um autor desconhecido.)

sexta-feira, 21 de março de 2014

As atribuições do Setor de Psicologia Escolar



O Serviço de Psicologia Escolar do Colégio Santa Isabel busca compreender o desenvolvimento emocional, cognitivo e social dos seus alunos, bem como sua relação com os processos de aprendizagem, auxiliando a equipe educativa na reflexão e busca de um constante aperfeiçoamento do processo ensinar-aprender, agindo, baseada em uma visão sistêmica, em duas frentes: a preventiva e a que requer ajustes ou mudanças.

  • Cultivar o enfoque preventivo, trabalhando as relações interpessoais na escola, visando à reflexão e conscientização de funções, papéis e responsabilidades dos envolvidos;
  • Buscar ser o mediador do processo reflexivo e não o solucionador de problemas;
  • Realizar escuta psicológica dos alunos encaminhados ao Setor de Psicologia Escolar pelas coordenações de cada segmento, com o intuito de subsidiar o aconselhamento psicológico e os devidos encaminhamentos (quando necessário);
  • Observar os alunos encaminhados ao Setor em diversas situações escolares (sala de aula, recreio, etc.), visando, através de uma ação coletiva e interdisciplinar, o aperfeiçoamento de estratégias que favoreçam sua aprendizagem e seu desenvolvimento em seus diferentes aspectos;
  • Realizar, quando necessário, momentos individualizados de Sondagem com o (a) aluno (a) encaminhado, objetivando um melhor conhecimento da situação apresentada;
  • Realizar Momentos de Conversa com as famílias dos alunos (demanda espontânea ou a convite da escola) com dificuldades pedagógicas e/ou emocionais, auxiliando-as a refletirem sobre a dinâmica familiar, bem como os demais aspectos que, porventura, estejam interferindo no processo de ensino-aprendizagem, assinalando os avanços obtidos e estabelecendo metas ainda não alcançadas no crescimento do educando;
  • Auxiliar na identificação das causas das dificuldades que interferem negativamente no processo de aprendizagem dentro do contexto educacional, encaminhando, quando necessário, para profissionais das áreas afins, aqueles casos cuja natureza transcenda a possibilidade de resolutividade na escola, buscando sempre uma atuação integrada entre estes referidos profissionais e a Escola;
  • Contribuir no desenvolvimento de projetos com os alunos que promovam o desenvolvimento de habilidades sociais significativas (convivência com o outro – ser, saber, conviver e relacionar);
  • Contribuir nos momentos de formação dos profissionais da escola;
  • Desenvolver atividades de Orientação Profissional, auxiliando os jovens nesse processo de escolha, visando um melhor aproveitamento e desenvolvimento do potencial humano, fundamentados no conhecimento psicológico e numa visão crítica do trabalho e das relações do mercado de trabalho;
  • Refletir, juntamente com pais e professores, sobre as necessidades específicas de cada faixa etária das crianças e adolescentes e suas relações com a aprendizagem;
  • Realizar orientação, intervenção e acompanhamento dos alunos integrantes do Projeto de Inclusão do Colégio Santa Isabel;
  • Participar dos momentos de seleção de alunos novatos;
“O que possibilita o trabalho do psicólogo escolar não é a quantidade de respostas bem sucedidas que ele tem para resolver problemas, mas sim o que pode contribuir para manter em exercício redes de atenção à vida, que foquem as potencialidades do indivíduo, potencializando as situações cotidianas e mobilizando o envolvimento de toda a escola na busca de estratégias de atuação.”

Karinne Alcântara
Psicóloga Escolar - Colégio Santa Isabel